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O ar que respiramos é um elemento indispensável à vida, sendo composto por ar seco normal contendo quantidades variáveis de vapor de água e de diversos produtos gasosos, líquidos ou sólidos, naturais ou antrapogénicos (causados pelo Homem), inertes ou radioativos.

 

A qualidade do ar é o termo que se usa, normalmente, para traduzir o grau de poluição no ar que respiramos. O ar considera-se poluído quando contém um ou mais dos produtos considerados como «poluentes» em quantidades tais e durante um tempo suficientemente longo que levam à manifestação de efeitos nocivos ao nível do conforto e da variedade dos seres vivos ou ao nível da conservação dos materiais, do clima, das culturas, entre outras. Estes poluentes podem ter maior ou menor impacto na qualidade do ar, consoante a sua composição química, concentração na massa de ar em causa e condições meteorológicas. Assim, por exemplo, a existência de ventos fortes ou chuvas poderá dispersar os poluentes, ao passo que a presença de luz solar poderá acentuar os seus efeitos negativos.

 

A altura a que as emissões ocorrem pode igualmente afetar a dispersão dos poluentes. Por exemplo, as emissões dos veículos automóveis terão, provavelmente, um maior impacto imediato no ambiente circundante e ao nível do solo do que as chaminés altas, as quais causam sobretudo problemas de poluição no solo a uma maior distância da sua fonte.

 

As fontes emissoras dos poluentes atmosféricos são numerosas e variáveis, podendo ser antropogénicas ou naturais, estas últimas englobam fenómenos da Natureza, tais como emissões provenientes de erupções vulcânicas ou fogos florestais de origem natural.

 

A poluição atmosférica antropogénica (causada pelo Homem) é a principal responsável pela degradação do ar ambiente e é derivada de grandes fontes como os transportes, aquecimentos domésticos, atividades agrícolas, domésticas e industriais.

 

O ar no Seixal

 

A gestão da qualidade do ar no concelho é da responsabilidade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR-LVT), que possui uma estação de medição da qualidade do ar, situada em Aldeia de Paio Pires.

 

Esta estação integra a Rede de Monitorização da Qualidade do Ar a nível nacional, procedendo-se à medição de vários poluentes: monóxido de azoto, dióxido de azoto, óxidos de azoto, ozono troposférico, dióxido de enxofre e monóxido de carbono.

 

A Agência Portuguesa do Ambiente, em colaboração com a CCDR-LVT, disponibiliza informação sobre a qualidade do ar nas diversas zonas, estando o concelho do Seixal incluído na Área Metropolitana de Lisboa Sul.

 

Em fevereiro de 2009, a CCDR-LVT assinou protocolos com cada uma das autarquias envolvidas no processo, tendo o Seixal assumido o compromisso de implementar um conjunto de medidas de âmbito municipal que visam a redução das emissões poluentes:

- Implementação da Rede Ciclável do concelho (estacionadores e pistas cicláveis);

- Implementação da rede de oleões e utilização de biodiesel na frota municipal, no âmbito do Projeto Óleo a Reciclar, Biodiesel a Circular;

- Renovação da frota municipal de veículos ligeiros, de autocarros e pesados (aquisição de 6 híbridos em dezembro de 2005);

- Promoção de ações de sensibilização ambiental em matéria de qualidade do ar e das políticas e medidas a adotar, tais como Pedale pela Sua Saúde.