Com que idade se deve vacinar um cachorro/gatinho?
Nos cães as primeiras vacinas podem ser dadas a partir das quatro a seis semanas de idade, no entanto, é mais frequente iniciarem a vacinação a partir dos dois meses de idade, pois será nesta fase que chegam a casa do novo dono.
Nos gatinhos podem ser administradas as primeiras vacinas a partir dos dois meses de idade. Para qualquer um dos casos deve consultar o seu médico veterinário assistente de forma a elaborar o plano de vacinação mais adequado ao seu animal de companhia.
Devo vacinar o meu animal com a vacina da raiva?
A vacinação antirrábica é obrigatória. A raiva é uma doença viral contagiosa, sem cura, que pode ser transmitida por mamíferos, como o cão, gato, cavalo, morcego e outros animais selvagens. No entanto, os animais domésticos são a principal fonte de contágio e, sendo uma zoonose, pode ser transmitida ao Homem através da mordedura de um animal com raiva ou o contacto da saliva com uma ferida.
Em Portugal não existem, no momento, casos de raiva, mas com a entrada de animais vindos de outros países onde a raiva não está erradicada, pode levar ao seu aparecimento. Deve vacinar o seu cão ou gato contra a raiva a partir dos três ou quatro meses de idade e revaciná-los anualmente.
Quais as vantagens da castração/esterilização?
Nas cadelas e gatas a cirurgia de esterilização diminui a probabilidade de desenvolver doenças mamárias e, quando realizada antes do primeiro cio (que surge por volta dos sete ou oito meses de idade), praticamente exclui o risco de tumores mamários.
Uma fêmea esterilizada deixa de atrair uma legião de machos à sua porta e não tenta fugir em busca de namorado. Cerca de 60 por cento das cadelas (ou gatas) não esterilizadas poderão desenvolver infeção do útero (piometra), doença grave e cujo tratamento inclui a esterilização. As fêmeas não necessitam de ter pelo menos uma ninhada, pois procriar não é sinónimo de saúde.
Nos machos a castração evita a hiperplasia (aumento) da próstata e a ocorrência de tumores testiculares. Um macho castrado fica mais calmo pois, como não produz hormonas sexuais, não marca território com a urina e não vai atrás de fêmeas com o cio (o que muitas vezes leva a brigas ou atropelamentos). No entanto, continuará o mesmo curioso, o guardião da casa e brincalhão.
Sabia que uma cadela não esterilizada e os seus descendentes podem gerar em seis anos 64 000 animais; e uma gata não esterilizada 420 000 animais? Não existem lares responsáveis para todos!
A castração deixa um animal gordo e apático?
Se não existir um controlo na alimentação, a castração/esterilização pode provocar um aumento de peso, porque o ciclo sexual provoca, tanto em machos como em fêmeas, um gasto maior de calorias e energia e, nestes casos, essa necessidade de energia sofre uma quebra. Assim sendo, a quantidade de comida ingerida também deve ser menor. Uma regra simples é reduzir um pouco a quantidade de ração logo após a cirurgia.
A castração/esterilização não deixa um animal apático. A maioria dos machos castrados sente menos necessidade de marcar território com a urina e não irá atrás de fêmeas com o cio (o que muitas vezes leva a brigas entre machos), mas não diminui outro tipo de agressividade nem o torna menos curioso e brincalhão. A esterilização pode deixar uma fêmea mais calma, especialmente se ela apresentar tendência para a agressividade. Os cães de temperamento mais dócil não irão mostrar alterações.
Quando deixo o meu cão sozinho ladra muito e destrói sempre algo em casa, o que fazer?
Os cães são animais muito sociáveis. Quando o dono sai e o deixa sozinho, fica aborrecido agitado e frustrado. Para evitar esse comportamento os donos devem acostumá-lo, desde pequeno, a ficar sozinho. Deve sair em silêncio, sem se despedir nem fazer festas e mimos. Para que se possa distrair, os seus brinquedos favoritos devem ficar ao seu alcance. Deixar a televisão ligada ou o rádio também ajudam a diminuir a sua ansiedade.
Devo dar sempre ração ao meu animal, ou devo variar a dieta como vario a minha?
Os cães gostam de rotina e, se a dieta for bem balanceada, não existe inconveniente em lhes dar sempre o mesmo alimento, à mesma hora, a vida toda. Mudar o sabor da comida ou a sua textura, passando de ração seca para a semi-húmida ou enlatada, pode agradar a alguns cães, mas pode provocar alterações gastrointestinais e diarreia em outros. Uma opção será manter a ração habitual e usar apenas biscoitos, próprios para cão, quando o quer recompensar ou educar.