Entre 6 e 18 de Outubro, a Antiga Companhia de Lanifícios de Arrentela recebe "A Água – Simpósio de escultura em pedra no Seixal", que reúne três escultores - Jorge Pé-Curto, Rui Matos e Vítor Ribeiro - na produção de elementos escultóricos, em contacto directo com a população, subordinados a uma temática comum: a água.
De segunda-feira a sábado, das 9.30 às 17 horas, o público pode assistir ao vivo à elaboração destas peças, acompanhando as diversas fases de cada projecto, desde a pedra em bruto aos retoques finais.
Ao longo destas duas semanas, Jorge Pé-Curto, Rui Matos e Vítor Ribeiro, escultores com vasta experiência e currículo de trabalho directo em pedra, estarão sempre disponíveis para falar sobre as ideias, o processo criativo e a sua realização.
Cada escultor realiza uma escultura para inserção em espaço público, subordinada ao tema A Água, tendo em conta as condicionantes físicas, ambientais, históricas e estruturais próprias do local, passando essas esculturas a constituir património definitivo da região e da população, sendo que cada escultura reflecte o universo temático e formal que cada autor vem desenvolvendo no seu trabalho individual.
Jorge Pé-Curto
Aqui, que o rio é nosso amigo
Material: mármore rosa vergado
O elemento escultórico de 3,5 m de altura, a executar em mármore rosa vergado, evoca a presença humana junto ao leito dos rios ao longo de toda a sua história. A referência a formas arquitectónicas é o sinónimo dessa fixação. Com a colocação da escultura junto à margem procura-se uma leitura em que o seu recorte na paisagem reforce o simbolismo.
Rui Matos
Quebra-mar
Material – mármore ruivina
No mesmo bloco de pedra movimentos fluidos de água, em contraste com elementos sólidos-estáticos de uma âncora ou de um muro.
Vítor Ribeiro
A Água Que Vem Dos Céus
Material – mármore branco
Trata-se de uma escultura algo pueril e de carácter ilustrativo, que aborda a origem da água. É uma abordagem que pode surpreender pelo insólito, mas capaz de criar empatias. A escultura é constituída por dois blocos, um suporte obliquo sulcado de linhas duras (a chuva), de efeito rítmico e dinâmico, e uma peça horizontal (a nuvem), volumétrica, de um modelado orgânico, harmónico, doce, que encima a escultura de uma forma tranquila, obtendo-se um contraste formal que dá uma sensação de leveza. Assim, a água que vem dos céus, é uma singela homenagem a algo fundamental para a vida.
Visitas guiadas
Inscrições para escolas básicas do 2.º e 3.º ciclo e secundárias
Sector de Artes Plásticas da DAC
Tel.: 210 976 105
E-mail: dac.artesplasticas@cm-seixal.pt