Neste espaço tem a possibilidade de conhecer um pouco melhor o nosso concelho, passando pelo património natural, industrial e náutico. As quintas senhoriais, os núcleos urbanos antigos e as igrejas fazem igualmente parte da história e da cultura do concelho do Seixal, sem esquecer, claro, as festas e as romarias que se comemoram por todo o concelho.
Património Natural
O Património Natural no concelho do Seixal é marcado essencialmente pela ocupação de cerca de 10% do seu território por Reserva Ecológica Nacional, onde se integra o Sapal de Corroios, o Sapal de Coina e o Sapal do Talaminho. A Baía do Seixal é o ex libris do concelho, que pela sua singularidade tem condições naturais para a realização de diversas práticas desportivas e de lazer, oferecendo uma paisagem privilegiada. É de salientar a riqueza ornitológica e a fauna aquática existentes, em particular no Sapal de Corroios. Este local serve de pouso temporário para muitas aves migratórias como o flamingo, o alfaiate, o perna-longa, a garça e o pato-bravo, que aqui procuram alimento e abrigo. O Sapal de Corroios funciona também como uma «maternidade» e «creche» para diversas espécies de moluscos, crustáceos e peixes. Ao longo das margens da Baía do Seixal, é possível, por vezes, observar as aves a alimentarem-se, sendo as mais emblemáticas as garças reais e esporadicamente colónias de flamingos.
Espaço Memória - Tipografia Popular do Seixal
A Tipografia Popular A. Palaio, Lda. foi instalada no Seixal por Augusto Palaio (tipógrafo anteriormente estabelecido na Figueira da Foz), em 1955. A antiga tipografia é agora a nova extensão museológica do Ecomuseu Municipal que dá a conhecer no local antigas técnicas e saberes de uma oficina tipográfica tradicional, reutilizando máquinas que hoje se encontram praticamente excluídas da indústria tipográfica, mas que adquiriram valor patrimonial.
Consulte o folheto e veja a reportagem da inauguração no canal do Município no Youtube.
Horário: Quarta-feira a domingo, das 10 às 12.30 e das 14.30 às 17.30 horas.
Morada: Praça Luís de Camões, n.º 39-41, Seixal
Moinho de Maré de Corroios
O Moinho de Maré de Corroios foi mandado construir em 1403 por D. Nuno Álvares Pereira, proprietário de uma grande parte das terras situadas em redor do Seixal. Em 1404, o Condestável doou-o, assim como aos bens que tinha nesta região, ao Convento do Carmo, ordem religiosa de que era Mestre. Já no início do século XVIII foi ampliado, mas não tardou a sofrer novamente obras, pois o terramoto de 1755 causou-lhe grandes estragos. Este Moinho, conhecido também por Moinho do Castelo, mantém-se em condições de funcionamento até aos nossos dias. Em 1980 foi adquirido pela Autarquia. Durante 6 anos sofreu obras de restauro e em 1986 abriu ao público, como núcleo do Ecomuseu Municipal do Seixal.
Devido a obras de conservação e requalificação, este núcleo esteve encerrado ao público até setembro de 2009, e reabriu após um processo de qualificação com um investimento de mais de 2 milhões de euros.
Classificado de Interesse Público, o moinho oferece a todos os visitantes uma exposição de longa duração, 600 anos de Moagem no Moinho de Maré de Corroios.
Horário de inverno (outubro a maio):
Terça a sexta-feira das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Sábados e domingos das 14 às 17 horas
Horário de verão (junho a setembro)
Terça a sexta-feira das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Sábado e domingo, das 14.30 às 18.30 horas
Encerramento: Segunda-feira e feriados nacionais e municipal
Morada: Quinta do Rouxinol, Corroios
Núcleo da Mundet do Ecomuseu Municipal do Seixal
Em 1906, estabeleceu-se no Seixal a firma L. Mundet & Sons. Esta fábrica, que se tornaria a maior empresa do setor corticeiro do país e, durante algum tempo, do mundo, reconhecida também pelo seu papel inovador na área da política social, viria, a partir de meados da década de 1950, fruto do aparecimento de novos materiais como o plástico, a entrar num lento processo de decadência.
Em 1988, após um longo período de lutas sociais e de várias tentativas de viabilização económica, a fábrica é definitivamente encerrada.
Em 1996, é adquirida pela Câmara Municipal do Seixal, que musealizou dois edifícios da Fábrica – Edifícios das Caldeiras Babcock & Wilcox e o Edifício das Caldeiras de Cozer. Nestes dois espaços, é possível visitar exposições temporárias relativas ao património industrial do concelho. A Mundet apresenta-se hoje como um lugar carregado de história e de vida de algumas gerações de seixalenses.
Horário de inverno (outubro-maio):
Terça a sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Sábado e domingo, das 14 às 17 horas
Horário de verão (junho-setembro):
Terça a sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Sábado e domingo, das 14.30 às 18.30 horas
Encerramento: segunda-feira, feriados nacionais e municipal
Morada : Largo 1.º de Maio, Seixal
Núcleo Naval de Arrentela
Onde hoje funciona o Núcleo Naval existiu outrora um estaleiro que terminou a sua atividade no final dos anos 1970. É composto por uma sala de exposições e pela oficina de construção artesanal de modelos de barcos do Tejo. Neste local, dois artífices ocupam-se quotidianamente da construção e da reparação de modelos, executados à escala, a partir da reprodução de planos adquiridos no Museu de Marinha, bem como de planos originais de embarcações do Tejo.
Neste núcleo está patente uma exposição permanente, onde se tem a oportunidade de ver e ouvir as imagens e os sons da construção naval, de forma a transmitir a memória dos antigos estaleiros navais do rio Judeu. Neste local estão expostos vários modelos de embarcações tradicionais do Tejo, que podem ser interpretadas através dos diversos apoios audiovisuais.
Horários de inverno (outubro-maio):
Terça a sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Sábado e domingo, das 14 às 17 horas
Horários de verão (junho-setembro):
Terça a sexta-feira, das 9 às 12 horas e das 14 às 17 horas
Sábado e domingo, das 14.30 às 18.30 horas
Encerramento: segunda-feira, feriados nacionais e municipal
Morada: Av. da República, Arrentela
Quinta da Trindade
A origem da quinta remonta aos finais do século XIV, aquando da fundação de um convento pela ordem religioso-militar da Santíssima Trindade, que também fundou no mesmo espaço uma ermida denominada da Boa Viagem.
Com o terramoto de 1755, não só a ermida mas também o convento ficaram destruídos. A reconstrução do edifício apalaçado ficou a cargo de um indivíduo de apelido Martins (alcunhado de Rei do Lixo), que para além do edifício construiu um outro mais pequeno de planta quadrada, rematado por merlões, assemelhando-se a um pequeno castelo.
No interior do edifício, bem como no exterior - nos muros que o cercam -, podemos encontrar restos de azulejos figurativos e geométricos e estatuetas de conventos, mosteiros e igrejas que ficaram abandonados após a extinção das Ordens Religiosas em 1834, e que habilmente foram recolhidas por Martins, que depois aqui os veio aplicar.
Ao percorrer os dois andares do edifício principal da Quinta da Trindade, obtém-se uma panorâmica geral da história do azulejo em Portugal, visto existirem exemplares representativos dos mais diversos géneros e tendências decorativas. Para se visitar a Quinta da Trindade, é necessário efetuar marcação junto do Serviço Educativo do Ecomuseu Municipal do Seixal.
Acesso condicionado
Visitas – Serviço Educativo do Ecomuseu: 212 276 290
Morada: Av. M.U.D. Juvenil, Azinheira, Seixal
Quinta da Fidalga
A Quinta da Fidalga, cuja fundação remonta ao século XV, teve sempre funções agrícolas e de lazer, surgindo associada a Paulo da Gama, irmão de Vasco da Gama, o qual se teria fixado nas terras do Seixal para assistir à construção de caravelas destinadas à descoberta do caminho marítimo para a Índia. Já no século XVIII, destacava-se pelos seus excelentes pomares de citrinos, com ruas cobertas de árvores silvestres e parreiras postas em latadas e pelo seu sofisticado sistema de rega.
Distingue-se também pelo magnífico Lago de Maré, que constitui um monumento raro ou quase único na arquitectura hidráulica portuguesa. Possui ainda uma capela que foi integrada no palacete em meados do século XX, em substituição de outra mais antiga. As paredes interiores do atual templo estão revestidas de azulejos do século XVIII e de reproduções também deste período.
Em 1952, o palacete e os arruamentos da Quinta tiveram intervenções arquitetónicas dirigidas pelo arquiteto Raul Lino, tendo distribuído azulejos, de várias épocas, nomeadamente hispano-árabes, por vários pontos da propriedade.
A Quinta da Fidalga é propriedade da Câmara Municipal do Seixal desde 2001, e, de entre os vários projetos previstos para este espaço, destaca-se o Centro Internacional de Medalha Contemporânea do Seixal.
Horários de inverno (outubro-abril):
Terça-feira a domingo, das 10.15 às 17.45 horas
Horários de verão (maio-setembro):
Terça-feira a domingo, das 10.15 às 19.45 horas
Encerramento: segunda-feira
Morada: Av. da República, Arrentela
Igreja de Nossa Senhora da Consolação, Arrentela
A Igreja Matriz de Arrentela, dedicada a Nossa Senhora da Consolação, remonta aos finais do séc. XV ou princípios do séc. XVI, e é considerada como Imóvel Classificado de Interesse Público. O estilo decorativo predominante é o barroco, resultante das grandes obras que a igreja sofreu após o terramoto de 1755. O seu interior, de uma só nave, é revestido por uma série de painéis de azulejos representando cenas da vida da Virgem Maria. O altar-mor, em talha dourada, anterior ao terramoto, possui um conjunto de colunas salomónicas, um minucioso sacrário e uma pintura figurando a Adoração do Santíssimo Sacramento. Na cobertura da nave pode-se observar um magnífico trabalho de estuque em relevo, de várias cores, onde se destaca uma imagem da Padroeira, com a muleta - barco de pesca típico desta região - a seus pés, rodeada de pescadores, fidalgos e dos quatro evangelistas.
Morada: Largo do Agro, Calçada da Boa-Hora, Arrentela
Igreja de Nossa Senhora da Graça, Corroios
A Igreja Paroquial de Corroios, consagrada a Nossa Senhora da Graça, data do séc. XIV. No entanto, a edificação primitiva ruiu com o terramoto de 1755, tendo a população, que rondava os 170 habitantes, procedido de imediato à sua reconstrução.
Esteve abandonada e encerrada ao culto desde 1852 até ao início do século XX, tendo os seus bens sido entregues à Irmandade do Santíssimo Sacramento de Amora e ao Seminário Patriarcal. Em meados do século XX, sofreu grandes obras de restauro e só em 15 de setembro de 1973 voltou a ser reintegrada na sua função de Igreja Paroquial.
Sítio com vestígios arqueológicos soterrados, nomeadamente sepulturas do Período Medieval-Moderno: séculos XV-XVI.
Morada: Rua de Nossa Senhora da Graça, Corroios
Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Seixal
À antiga ermida do século XVI sucedeu a atual igreja de Nossa Senhora da Conceição, que foi concluída em 1728, no entanto, com o terramoto de 1755 ficou bastante danificada, tendo sido restaurada em 1858 e em 1904. A fachada principal e respetiva torre sineira estão revestidas a azulejos azuis e brancos do século XIX. No interior podemos observar um magnífico teto com pinturas sobre madeira de Pereira Cão, figurando no medalhão central a Padroeira, Nossa Senhora da Conceição, e outros dois mais pequenos com os bustos de S. Pedro e S. Paulo. As paredes da capela-mor estão revestidas a estuque marmoreado e talha dourada, do século XVIII, encontrando-se ainda quatro painéis sobre tela representando a Anunciação, a Visitação, S. João Evangelista e a Aparição do Anjo a S. Pedro. Esta igreja é Imóvel Classificado de Interesse Concelhio.
Morada: Largo da Igreja, Seixal
Igreja de Nossa Senhora da Anunciada, Aldeia de Paio Pires
Inicialmente este local de culto era somente uma pequena capela, com um telhado de duas águas, onde existia um pequeno altar e se venerava N. Sr.ª da Anunciada. Diz-se mesmo que D. Paio Peres Correia (cavaleiro das hostes de D. Afonso Henriques, ao qual a localidade deve o seu nome), quando aqui acampou com as suas tropas já encontrou esta capela e que prestou culto aos pés desta santa.
Em 1850, um filho da terra, proprietário de uma livraria em Lisboa (na Rua do Ouro), de seu nome José António Rodrigues, contactou com várias personalidades e conseguiu a verba suficiente para transformar a Igreja Matriz. Esta obra contou também com o apoio da família Lima que era bastante devota a esta santa. A obra foi terminada em 1851, precisamente no 1.º domingo de agosto para as festas da N. Sr.ª da Anunciada. Para além da imagem de Nossa Senhora da Anunciada, podemos ver também imagens de S. Francisco Xavier, S. Sebastião, Santo António, Imaculada Conceição, Nossa Senhora da Consolação, Sagrado Coração de Jesus e S. José.
Morada: Largo Alfredo José Almeida Lima, Aldeia de Paio Pires
Igreja de Nossa Senhora do Monte Sião, Amora
A imagem da N. Sr.ª do Monte Sião, segundo Frei Agostinho de Sta. Maria, única na Europa, apareceu em Amora (Monte Sião), onde se edificou em sua memória a primeira ermida, pouco depois da tomada de Lisboa aos Mouros por D. Afonso Henriques, no ano de 1147.
Com o contributo dos devotos, a ermida existente passou rapidamente a ser uma igreja de uma só nave, com alpendre e com a porta principal virada a poente. Para além do altar-mor podemos ver as duas capelas colaterais, a do Evangelho, dedicada a N. Sr.ª do Rosário, e a da Epístola, dedicada às almas com a imagem de S. Miguel. Para além da imagem da Santa Padroeira, podemos ainda apreciar imagens de Santa Teresinha, Nossa Senhora de Fátima, Santa Filomena, Nossa Senhora das Dores e o Sagrado Coração de Jesus.
Morada: Largo da Igreja, Amora
Núcleos Urbanos Antigos
No concelho do Seixal existem 5 Núcleos Urbanos Antigos definidos: Seixal, Arrentela, Amora de Cima, Amora de Baixo e Aldeia de Paio Pires.
Os Núcleos Urbanos Antigos do concelho do Seixal, para além das suas particularidades específicas, têm características comuns, nomeadamente uma malha urbana que se desenvolveu espontaneamente, consoante as necessidades demográficas. A existência de unidades fabris e das profissões, presentes no início do século XX em cada uma das localidades, foi também fator de grande influência no crescimento e desenvolvimento das ruas e da toponímia existente até aos dias de hoje.