Chapim

A Câmara Municipal do Seixal está a colocar mais 34 caixas-ninho de chapim em diversas localizações no concelho como forma de fomentar a biodiversidade e combater a lagarta-do-pinheiro.
Estes novos ninhos juntam-se aos 58 já existentes em estabelecimentos de ensino, parques urbanos e outros espaços verdes do concelho.



 

A colocação de ninhos para chapins como forma de combater a lagarta-do-pinheiro iniciou-se em 2006, quando a Câmara do Seixal implementou o projeto O Chapim Vem à Escola, com o objetivo de criar condições favoráveis à instalação deste predador natural da lagarta-do-pinheiro. Inicialmente, foram instaladas caixas-ninho nas escolas, para que estas aves se pudessem reproduzir e combater a praga de processionárias.

«O chapim vem ao Seixal: o dia a dia dentro do ninho» é o nome de um filme produzido e realizado pela Câmara Municipal do Seixal em 2009, em que é possível acompanhar, em 3.40 minutos, a vida desta ave, desde que entra pela primeira vez na caixa-ninho, até à altura de a deixar com a restante família.

Esta filmagem inédita aconteceu graças à colocação de uma câmara num dos ninhos existentes no Parque Desportivo Municipal da Verdizela, o que permitiu acompanhar em direto o quotidiano desta ave e assistir ao nascimento, à alimentação e ao crescimento das pequenas aves. 

 

O projeto O Chapim Vem à Escola, que também tinha a função didática de alertar para os perigos do inseto e formas de prevenção, mostrou-se vencedor e acabou por alargar-se a espaços verdes fora dos estabelecimentos de ensino. Também os munícipes que assim o desejem passaram a poder juntar-se a esta luta, solicitando à autarquia caixas para instalação em árvores nas suas propriedades, quando localizadas junto de matas e pinhais.

Na freguesia do Seixal, o Parque Urbano e a Quinta D. Maria recebem agora mais três caixas-ninho cada e o Jardim do Seixal, o espaço verde em frente à Mundet e a Quinta da Trindade, um, num total de nove. Em Amora, serão colocados sete, com a Quinta Manuel Tardo/Monte Semião, o Parque Urbano do Fanqueiro e a Charnequinha a receberem dois cada e a Quinta da Princesa, um.

O Parque Urbano de Fernão Ferro acolhe cinco. Pinhal de Frades, em Arrentela, recebe quatro; o Parque Urbano dos Almeirões, em Aldeia de Paio Pires, um; e em Corroios ficarão mais oito, um junto à Piscina Municipal de Corroios e sete no Parque Urbano da Marialva.


O chapim

Os chapins procuram nidificar em buracos de árvores e caixas-ninho para se protegerem de predadores e usam na construção do ninho musgo retirado dos troncos das árvores, pelos de animais e penas. Os seus predadores são sobretudo a doninha, o esquilo, o gavião e o pica-pau.

A falta de abrigos naturais tem limitado a sua propagação, sendo que a colocação de ninhos artificiais contribui para criar condições para a disseminação da espécie. As fêmeas põem entre 3 e 12 ovos, chocando-os sozinhas, ainda que ambos os pais criem a ninhada.

Com presença em todo o mundo, o chapim come cerca de 7 kg de mosquitos por ano e é um dos poucos pássaros insectívoros que se alimenta da lagarta-do-pinheiro, contribuindo igualmente para controlar outras pragas, assim como para o equilíbrio do ecossistema. Para alimentar as crias, bicam a lagarta para que a sua cabeça se solte, tornando-a mais fácil de digerir. Predominantemente insectívoro no verão, no inverno consome outros alimentos, como bagas e sementes.

A colocação de caixas-ninho deve ser feita entre 2 a 4 metros do solo, idealmente em pinheiros, se o objetivo for combater a lagarta-do-pinheiro, não obstante poderem ser colocadas noutras árvores. As caixas-ninho devem ser orientadas a Norte, uma vez que as protege contra chuvas e excesso de calor. No caso de o tronco estar inclinado, a caixa-ninho deverá ficar do lado inclinado para baixo.


Fique a conhecer, através deste mapa dinâmico, o número de caixas-ninho de chapim que se encontram espalhadas pelo concelho.

 

 

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