Controlo de pragas

A Câmara Municipal do Seixal tem, desde 2017, um Plano Municipal de Controlo de Pragas, com o objetivo de melhorar o controlo e tratamento das pragas urbanas, através da realização de tratamentos preventivos de desbaratização, desratização e desinsetização, que garantem a salubridade do espaço público, procurando assim diminuir as solicitações de desinfestações por parte dos munícipes.

Todos os tratamentos de desinfestações serão efetuados por uma empresa especializada em controlo de pragas urbanas e decorrem durante todo o ano.

Por ano, são efetuados 12 tratamentos preventivos de desbaratização e desratização em cada freguesia, abrangendo todo o território do município do Seixal. Estão também abrangidos os edifícios municipais, piscinas municipais e escolas. Os trabalhos de desinsetização são realizados entre os meses de abril e outubro, em todo o município, e sempre que necessário. 

No caso de verificar infestações de ratos, baratas ou outro tipo de pragas urbanas no espaço público, pode solicitar a respetiva desinfestação nos Serviços Online, ou contactar diretamente a Divisão de Higiene Urbana, via Linha Seixal Limpo, número 210 976 011 ou através do email seixal.limpo@cm-seixal.pt.

Entre os meses de janeiro e novembro de 2020, a autarquia, através de uma empresa especializada em controlo de pragas urbanas, garantiu 2175 tratamentos preventivos de desbaratização e desratização no concelho do Seixal.

Programa de tratamentos 2020

Saiba quando se vão efetuar os controlos na sua freguesia no calendário de tratamentos preventivos em 2020.


 


Vespa velutina

O reporte de informação com visualização de ninho e/ou exemplares de vespa velutina, usualmente conhecida por vespa asiática, deverá ser remetido para o email seixal.limpo@cm-seixal.pt, ou através da Linha Seixal Limpo  210 976 011, ou ainda pela ferramenta STOPvespa.

Boas práticas

Contribua para um concelho mais limpo, adotando boas práticas, evitando a propagação de pragas e a conspurcação do espaço público:

  • Quando sai à rua com o seu cão, não se esqueça do saco de plástico para apanhar os dejetos do seu animal;
  • Não alimente animais na via pública;
  • Utilize corretamente as papeleiras disponíveis na via pública, usando apenas para resíduos de pequena dimensão. Resíduos de maior dimensão ou em maior quantidade devem ser colocados nos contentores de proximidade;
  • Tenha sempre consigo um pequeno saco de plástico, incluindo na sua viatura, onde possa colocar os pequenos resíduos produzidos ao longo do dia (um caroço de fruta, um lenço de papel, uma pastilha), para o caso de não existirem papeleiras na proximidade, e para evitar a tentação de os lançar pela janela;
  • Acondicione devidamente os resíduos e não os deixe, nunca, na envolvente dos contentores.


Lagarta-do-pinheiro 


O que é?

A processionária ou lagarta-do-pinheiro (Thaumetopoea pityocampa Schiff) é um inseto desfolhador que parasita pinheiros e cedros e que se desenvolve através de fases, do ovo à lagarta, à pupa ou crisálida (casulo) e à borboleta. Na fase de lagarta, apresenta o corpo dividido em segmentos, cada um dos quais com milhares de pelos urticantes de coloração alaranjada que liberta e espalha pelo ar à medida que se desloca. Estas lagartas têm um papel importante, servindo de alimento para aves (chapins e poupas), morcegos e outros animais.

Onde se encontra?

A lagarta-do-pinheiro ocorre com frequência em locais onde existem pinheiros e/ou cedros, como escolas, jardins ou mesmo os quintais das casas. Entre julho e novembro, é fácil constatar a sua presença nas árvores, observando-se os ninhos grandes, em forma de bolsões e tufos de agulhas avermelhadas, ligadas por fios sedosos, nos ramos expostos ao sol. Entre janeiro e maio, a processionária-do-pinheiro começa a descer da árvore para se enterrar na terra, cumprindo a «procissão» de que recebe o nome. Apenas nesta fase, quando possui pelos urticantes, constitui um perigo para a saúde.

De que forma causa danos à saúde?

- Contacto direto dentro ou fora do ninho (reação cutânea);
- Contacto indireto com os pelos urticantes libertados no ar (reação respiratória).

Quais os sinais e sintomas?

A pele é a parte mais afetada, sobretudo zonas expostas (pescoço, pulsos, antebraços, cotovelos). Em crianças mais pequenas, deve ter-se atenção às mãos.

- Urticária: irritações na pele (ardor, comichão e manchas avermelhadas), surgidas após contacto e que perduram por alguns dias;
- Irritações nos olhos (avermelhados, inchados e com comichão);
- Alterações no aparelho respiratório (dificuldades respiratórias);
- Reação alérgica grave (rara).

Sinais de alarme:

- Dificuldade respiratória grave;
- Edema (inchaço) marcado da face.

Como proceder após o contacto?

- Lavar a zona afetada com água fria corrente;
- Evitar coçar a região afetada;
- Remover pelos urticantes que possam ter ficado na pele;
- Mudar de roupa e lavá-la a altas temperaturas (a partir de 60ºC);
- Aplicar uma pomada à base de corticoides;
- Tomar um anti-histamínico.
- Manter a vigilância e recorrer ao médico assistente se necessário (em caso de infeção ocular, recorrer a um oftalmologista);
- Nos casos mais graves, deve contactar o 112 ou o Centro de Informação Antivenenos, através do número 800 250 250;
- Em caso de contacto da processionária com animais domésticos, dirija-se ao veterinário.

Como se diagnostica?

O diagnóstico é clínico. O doente tem de ter entrado em contacto recente com a lagarta ou com locais com pinheiros ou cedros.

Como prevenir?

- Evitar locais com pinheiros ou cedros, na altura da descida das lagartas, principalmente em dias com muito vento;
- Evitar o acesso das crianças e animais a locais com árvores afetadas;
- Não recolher lenha ou pinhas em zonas afetadas por esta praga.

Caso surja urticária ou outra reação alérgica, dirija-se ao posto medico. Também os animais, como os cães, poderão precisar de atendimento veterinário.


Para mais informações consulte:

http://www2.icnf.pt/portal/florestas/prag-doe/ag-bn/processpinh
www.sns24.gov.pt

 

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