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Mário de Carvalho
Nasceu em Lisboa em 1914. Advogado e jornalista, iniciou-se na literatura após o 25 de Abril com a publicação “Contos da sétima esfera”(1981).
No domínio da narrativa destacam-se as suas obras: “Os casos do beco das sardinheiras”; “O livro grande de Tebas, Navio e Mariana”; “A paixão do Conde de Fróis”; “Os Alferes” e “Um Deus passeando pela brisa da tarde”. No teatro evidenciam-se as peças: “Água em pena de pato” e “Haja harmonia”. Actualmente dedica-se a escrever para a televisão e o cinema. |
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Um Deus Passeando pela Brisa da Tarde
Mário de Carvalho
Caminho, 2003
"Deixem-me cultivar esta despreocupação, a ilusão de que o mundo seguirá para sempre imperturbado e imperturbável... (...). Sou um senhor da terra, sou um romano, leio, cultivo-me, marco os tempos com o meu porte, (...) o meu trajo togado. Dignidade. Gravidade. Romanidade. Humanidade." |
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A história:
Situamo-nos no século III, numa cidade da Lusitânia sob administração romana. O Império atravessa uma crise, marcada pela ameaça dos bárbaros do sul, pelo fervilhar das intrigas políticas e sobretudo pela expansão de uma seita religiosa cada vez com mais seguidores – a dos cristãos. Retratando com lucidez a sua época e fixando-se em certas personagens fortes, este romance dá-nos a perspectiva de um homem que procura a todo o custo manter a rectidão e a serenidade dos seus princípios estóicos, em face de um mundo agitado por paixões que o seduzem, mas que nunca chega a entender profundamente por fazerem parte de um outro universo.
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| Outros autores: |
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| Germano de Almeida, As Memórias de Um Espírito |
Luís Fernando Veríssimo, O Clube dos Anjos |
| João Aguiar, O Navegador Solitário |
Manuel Alegre, Cão Como Nós |
| Jorge Amado, Capitães da Areia |
Mia Couto, Mar Me Quer |
| José Luís Peixoto, Uma Casa na Escuridão |
Miguel de Sousa Tavares, Equador |
| José Prata, Os Coxos Dançam Sozinhos |
Pedro Strecht, Malmequer |
| Lídia Jorge, A Instrumentalina |
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