Luís Lopes Humanization Quartet
7 de Novembro - sábado -
23 e 24 horas
SeixalJazz Clube – Antigos Refeitórios da Mundet
entrada livre
Luís Lopes (guitarra),
Rodrigo Amado (saxofone tenor),
Aaron González (contrabaixo),
Stefan González (bateria)
A primeira qualidade de um músico que improvisa é a sua capacidade para comunicar com as outras pessoas. A música improvisada começa a acontecer antes mesmo de qualquer nota ser tocada, e um músico que não consegue comunicar com os outros fora do palco ou do estúdio certamente que não conseguirá fazê-lo também num auditório, inserido num colectivo. Essa qualidade encontramo-la nos quatro membros desta formação – interagem uns com os outros com alegria e cometimento, e sabem transmitir essas boas vibrações aos seus ouvintes.
Vindo de um “background” no rock e nos blues – com toda a evidência, o seu “herói” é Jimi Hendrix –, cedo o guitarrista Luís Lopes se interessou pelo jazz aberto, e isso quer dizer que nunca quis, simplesmente, interpretar os “standards”. Em consequência, concebeu o seu trabalho composicional para servir os talentos improvisacionais dos músicos que envolve nos seus projectos e não para os circunscrever em estruturas rígidas e pré-estabelecidas. Lopes é um cultor do desconhecido e enfrenta este com genica e predisposição.
Os seus companheiros são o saxofonista Rodrigo Amado, um valor em ascensão na cena internacional do free bop, e a poderosa secção rítmica providenciada pelos irmãos Stefan e Aaron González, filhos do trompetista Dennis González e parceiros deste na banda Yels at Eels. Desta combinação resultam execuções intensas e uma criatividade aventureira. A música tocada pode por vezes atingir níveis de abstraccionismo, mas é sempre “groovy” e as melodias entram-nos no cérebro para lá se fixarem.