Embarcações tradicionais

O estuário do Tejo foi, desde sempre, uma encruzilhada de fragatas, varinos e faluas. Apesar de ser cada vez mais difícil encontrar estas emblemáticas embarcações, na Baía do Seixal ainda navegam algumas delas, que o município preservou.

Antigas embarcações de tráfego local entre cais e portos do estuário do Tejo, funções que serviram até ao início da década de setenta do século passado, os botes de fragata Baía do Seixal e Gaivotas e o varino Amoroso integram hoje o espólio do Ecomuseu Municipal do Seixal como embarcações de recreio.

O mais antigo dos três é o Baía do Seixal, que data de 1914, sendo-lhe conhecidas as denominações de Emília, Flôr de Coina e Cici. O Gaivotas foi construído em 1934, em Alhandra, e registado como Aurora Primeiro. Mais tarde, são-lhe atribuídas as denominações de Abílio Trindade e João Luís. O primeiro registo conhecido do varino Amoroso é de 1921, reportando a atividade de tráfego da embarcação a Abrantes, com a denominação de Eduardo. Teve ainda a designação de Eduardo Primeiro e, em 1945, recebeu o nome que ainda hoje preserva, Amoroso.

As embarcações são utilizáveis pelo público, efetuando passeios no Tejo. O Baía do Seixal, o Gaivotas e o Amoroso, são usados como embarcações de recreio, desde 1990, 1982 e 1995, respetivamente.

Cada uma destas embarcação navega com uma tripulação de carácter permanente, constituída por um mestre (arrais) e, dependendo do porte da embarcação, um ou vários ajudantes, devidamente habilitados e credenciados.

Entre abril e outubro de cada ano, aproximadamente, segundo as condições atmosféricas, as embarcações tradicionais do Ecomuseu são utilizáveis pelo público, efetuando passeios no Tejo.

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