Fábrica de Pólvora

A instalação da Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços - Circuito da Pólvora Negra remonta ao final do século XIX e início do século XX. Em 1897, um acidente numa unidade de produção de pólvora negra antecedente, no mesmo local, deu origem a nova planta industrial, de 1898, com as características tecnológicas que a tornavam mais eficiente e segura, incluindo maquinaria da marca alemã Krupp.

A energia mecânica era produzida por uma máquina a vapor e transmitida por um sistema de cabos aéreos às oficinas de trituração, de encasque, de misturação, de peneiração, de granulação e de lustração, dispostas longitudinalmente e distanciadas entre si de 50 a 100 metros. Os edifícios das caldeiras e da máquina a vapor – correspondendo a uma central térmica e de produção de energia mecânica – destacam-se dos demais imóveis fabris de armazenamento, de processamento de matérias-primas (oficinas de carbonização; oficinas de trituração de carvão e de nitrato; oficinas de encasque nas galgas; oficinas de misturação e de peneiração; oficina de encasque na prensa; oficinas de granulação; pátio de secagem e oficinas de peneiração e de lustração) e de serviços de apoio (oficinas de serralharia e de carpintaria; oficinas de pesagem e embalagem; casa da costura e edifício de escritório, posto médico e laboratório).

A antiga Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços, na freguesia de Corroios, no concelho do Seixal (Portugal) foi em 2012 classificada como monumento de interesse público. O conjunto patrimonial assim protegido, também denominado Circuito da Pólvora Negra, foi integrado em 2001 no Ecomuseu Municipal do Seixal (EMS), mediante doação ao Município do Seixal/Câmara Municipal, pelos seus proprietários (Sociedade Africana de Pólvora), dos edifícios e equipamentos de produção, após cancelamento do alvará industrial.

O património imóvel, móvel e integrado do Circuito da Pólvora Negra – antiga Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços – encontra-se em processo de musealização in situ. Cada uma das oficinas onde antigamente se procedeu ao fabrico de pólvora mantém, no essencial, a maquinaria e os utensílios específicos com que foi equipada para a sua função produtiva original. O sistema de produção de energia mecânica a vapor, constituído por uma caldeira geradora de vapor, de 1911, da marca João Perez e uma máquina a vapor, de 1900, da marca Joseph Farcot, é conservado operacionalmente, mediante o trabalho de um operador com a dupla função de fogueiro e de maquinista, permitindo assim a sua comunicação ao público em funcionamento, no atual contexto patrimonial e museológico.

 

Morada
Avenida da Fábrica da Pólvora - Vale de Milhaços, Corroios

 

Acesso
Acesso Condicionado, realizando-se apenas no contexto de ações incluídas no Programa de Iniciativas de Serviço Educativo do Ecomuseu Municipal.

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