«Histórias de Esperança» sobre as comunidades desfavorecidas

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16 Jan '26

A Área Metropolitana de Lisboa (AML) apresentou no dia 13 de janeiro o livro Histórias de Esperança, uma publicação que reúne 31 histórias de resiliência e superação, protagonizadas por pessoas cuja vida foi impactada pelo programa Comunidades em Ação, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), dirigido às comunidades desfavorecidas que habitam nesta região, fazendo também o município do Seixal parte destas histórias.

É um mapa de solidariedade que, em 130 páginas, cria pontes, tece laços e partilha sorrisos e saberes.

As histórias são o resultado de cerca de três meses de trabalho de uma equipa de reportagem que percorreu os territórios da Área Metropolitana de Lisboa, acompanhada por técnicos das várias câmaras municipais, com um olhar mais atento a comunidades que se reinventam.

O livro conta uma história por cada operação integrada local, onde se semeia esperança e em que se mostra a alma das pessoas que fazem da Área Metropolitana de Lisboa uma região profundamente humana, de todos para todos.

No caso do município do Seixal, as histórias que fazem parte da publicação vieram do Bairro da Cucena e do Bairro da Quinta da Princesa, com projetos desenvolvidos pela câmara municipal. No primeiro, o projeto em questão é Gestão do Bairro: Viver em Comunidade e Preservar a sua Habitação, que tem como objetivo construir com a comunidade soluções que empoderem os/as moradores/as, em particular as mulheres, as crianças e os jovens, para que sejam protagonistas da mudança nos seus territórios de vida.

Na Quinta da Princesa, os projetos em questão são as Hortas Urbanas e a Orquestra Ligeira Horizonte. O primeiro teve como principais objetivos melhorar a qualidade do ambiente urbano e a qualidade de vida da população residente, promover a integração social e a inclusão comunitária, apoiar a sustentabilidade das famílias através da criação de hortas urbanas organizadas e incentivar boas práticas ambientais, nomeadamente a valorização de resíduos orgânicos.

 

O projeto Orquestra Ligeira Horizonte, desenvolvido em parceria com o Clube Recreativo da Cruz de Pau, pretende promover a aprendizagem musical e artística junto da comunidade do Bairro da Quinta da Princesa através da criação e dinamização de uma orquestra ligeira de carácter inclusivo. A iniciativa proporciona ensino musical gratuito, envolvendo instrumentos harmónicos, melódicos e de percussão, ministrado por uma equipa pedagógica especializada, fomentando a participação ativa dos/as beneficiários/as no processo criativo e na coprodução artística. O grupo-alvo do projeto são crianças residentes no bairro.

O livro, com uma tiragem de 1500 exemplares, está disponível gratuitamente online.

 

O que é o Programa Comunidades em Ação

O investimento em Operações Integradas em Comunidades Desfavorecidas – programa Comunidades em Ação – é um dos grandes investimentos realizados na Área Metropolitana de Lisboa nos últimos anos.

A primeira cimeira das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, realizada em março de 2018, e a estratégia AML 2030, promovida em 2020 conjuntamente pela AML e CCDR-LVT – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo já apontavam a inclusão social e a regeneração socioterritorial de comunidades urbanas como desafios e prioridades regionais de intervenção para a década.

O programa Comunidades em Ação, selecionado no âmbito das respostas sociais do Plano de Recuperação e Resiliência, atua precisamente sobre fatores de exclusão social que afetam territórios e comunidades com vulnerabilidades económicas e sociais na Área Metropolitana de Lisboa, e está a ser concretizado através de seis intervenções intermunicipais, compostas por 31 operações locais.

Com este plano espera-se mitigar as situações de vulnerabilidade que têm existido ao longo dos anos  e os efeitos nefastos das mais recentes crises sociais, e tornar estas comunidades mais resilientes, promover o emprego e a qualificação, combater o insucesso e o abandono escolar, empoderar as comunidades excluídas, fortalecer redes e parcerias, estimular a inovação e o empreendedorismo, regenerar o ambiente urbano e o espaço público, facilitar o acesso à cultura, fomentar o envelhecimento ativo e saudável e combater a discriminação.

Estão envolvidos cerca de 250 parceiros em 650 projetos, com mais de 350 mil beneficiários. Os números demonstram que que já se fez muito – ainda que insuficiente – em prol da coesão social e territorial da Área Metropolitana de Lisboa. Contribui-se para combater bolsas de pobreza, e capacitar territórios e pessoas que neles vivem, em diálogo com todos.

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