Centenário Augusto José de Freitas Abelaira 1926-2003
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16Segunda-feiraMarço 2026>28SábadoMarço 2026
Mostra bibliográfica no âmbito das comemorações do centenário do nascimento de Augusto José de Freitas Abelaira (18 de março de 1926).
«Um romance é não somente o que lá pôs o escritor, mas é também aquilo que lá puseram os leitores, esse leitor imaginário é um leitor muito especial: é um leitor que sente a falta de um certo livro ainda por escrever. E o escritor procura corresponder a esse desejo, oferecendo-lhe o desejado livro.»
Augusto Abelaira
De 16 a 28 de março
De terça a sexta-feira, das 10 às 20.30 horas.
Sábado, das 14.30 às 20.30 horas.
Biografia
Augusto José de Freitas Abelaira nasceu em Ançã, concelho de Cantanhede, a 18 de março de 1926. Estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Ciências Histórico-Filosóficas. Foi professor, jornalista e cronista, tendo trabalhado em vários jornais e revistas. Exerceu também os cargos de diretor de programas da RTP, diretor de revistas, como Vida Mundial e Seara Nova, e presidente da Associação Portuguesa de Escritores, mas é sobretudo como dramaturgo e romancista que é lembrado.
Augusto Abelaira projetou na sua obra uma forte consciência geracional. Participou na luta contra o regime salazarista, integrando movimentos estudantis. Em 1965 foi preso juntamente com outros membros do júri do Prémio da Novelística da Sociedade Portuguesa de Autores por ter atribuído o galardão a Luandino Vieira, na altura preso no campo de concentração do Tarrafal, pelo livro «Luuanda».
A obra de Augusto Abelaira conduz continuamente o leitor para um universo marcado pelo questionamento constante das relações humanas, a análise dos sentimentos amorosos, a importância da arte na sociedade, o olhar crítico sobre as pessoas e as coisas.
Augusto Abelaira morreu a 4 de julho de 2003. Além das crónicas dispersas pelos vários jornais por onde passou, deixou também um número vasto de obras literárias, como «A Cidade das Flores», o seu primeiro romance, numa edição de autor, «Sem Tecto entre Ruínas» e «Outrora Agora».


